Elle expiré 'à nouveau est l'amour'...
...escrevendo cartas a todo vapor
segunda-feira, 15 de junho de 2026
(ela dizia, com um meio sorriso: “Ai, crianças, não é nada de outro mundo.” Como se alguém só tivesse direito de reclamar de dores extraplanetárias. Embora talvez de fato existissem dores de outros mundos, dores que deixavam este mundo em suspenso, que tiravam o planeta de órbita e o deixavam lá, fora da galáxia, à deriva)
quinta-feira, 11 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
montanha viva, sacra e ferida. Doce celestial
C: o que você escreveria se pudesse?
Eu escreveria que estou com frio. Que já me disseram que o gado não sente frio, mas nessa época do ano eles não param de mugir e eu estou com frio. A associação é compulsória. Diria que também estou entorpecida, uma geleza interna mesclada com frustração e exaustão. Olho para ela e tento fazê-la sorrir, me perguntando se ela nota o meu sorriso forçado (quando crescer, vai notar? É meu medo); não porque minto, mas porque me forço a sorrir, assim como me forço a sorrir para todos, porque não quero quebrar o momento. Tento não incomodar, mesmo incomodada (o gado continua mugindo e o ar é trépido). O gato vem pedir carinho, mas não consigo dar mais colo do que já dou o dia inteiro (dói. O corpo também, estou trêmula, vazia de víveres). Ele força o aconchego. Lembro do tempo que não tive para o amarelinho, e então ele foi embora (Debí tirar más fotos de cuando te tuve/
Debí darte más beso' y abrazo' las vece' que pude) o luto que trespassa, não-passa. A trama dos dias é cruel. Seus cordões de fogo se amarram em meus pés e braços como o sling em que seguro a criança pra fazer o que posso o dia todo. A senhora das nuvens de chumbo manda a água que faz tudo ficar quieto (mas meu deus, como eles mugem). A película entre meu peito e o externo evita que todos vejam a ferida e uma falta de interesse pelo fim do mundo (pra quê tantas velas e enlatados, ela perguntou). Sorria sorria sorria, maldita Amy Cuddy. As sombras se apresentam em sonhos, como as lãs das ovelhas de fogo. Eu coleto e coleto e coleto mas não íntegro. Kintsugi. Espectro na própria casa. Eu leio e leio e leio mas não internalizo. Limpo e me limpo, (olimpo, lindo) Tanto gris. Mas as cinzas... As cinzas. Como o cinza dos dias, mesmo quando mornos. Mas vamos celebrar, não é mesmo. Que o amor...
(Tempo bom, tempo ruim)
segunda-feira, 25 de maio de 2026
quinta-feira, 21 de maio de 2026
pirigótica
"- você tá arrasadora de corações e de paus. Vou render minha espada e te entregar meu ouro"
sexta-feira, 20 de março de 2026
entre espíritos fins e absurdos
(Nunca diga que meu corpo abriga paz; eu não tenho uma alma de fundo. Tudo morre, tudo vaga, tudo alaga, tudo nada no rio. Jamais.)
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